Categorias de elegibilidade médica (MEC) da OMS, Medical eligibility criteria for contraceptive use, 6ª edição (2025), Tabela-resumo 5.12.
Método permanente, com escala própria (não usa 1 a 4). Falha no 1º ano no uso típico (EUA): laqueadura 0,5%; vasectomia 0,15%. Não protege contra ISTs. Métodos transcervicais não são abordados pela OMS. Vale a mesma seleção de condições acima, aplicada a quem faria o procedimento.
Pílulas tomadas o quanto antes, em até 5 dias após a relação desprotegida: levonorgestrel (LNG) 0,75 ou 1,5 mg, ulipristal (UPA) 30 mg ou pílula combinada (COC). Atuam impedindo ou adiando a ovulação e não funcionam se já houver gravidez. A inserção de DIU de cobre após a relação também reduz o risco de gravidez (Tabela 1.1); nesse caso valem as categorias do DIU de cobre acima. Não protege contra ISTs. Escala MEC de 1 a 4.
Baseados em sintomas (muco cervical, Dois Dias, sintotérmico) ou no calendário (Ritmo, Dias Padrão), podendo ser combinados com abstinência ou barreira nos dias férteis. Segundo a OMS, nenhuma condição médica piora pelo uso desses métodos, por isso não se aplica a escala de 1 a 4: as letras indicam se o uso é mais complexo (A aceitar, C cautela com aconselhamento especial, D adiar). Falha no 1º ano (perfeito/típico, EUA): Sensiplan 0,4/2; Clue 3/8; Dias Padrão 5/13; Billings –/23; Calendário –/15 (19 internacional); Natural Cycles –/7. Não protegem contra ISTs.
Exige as três condições ao mesmo tempo: amenorreia, amamentação total ou quase total e menos de 6 meses de pós-parto. Não há condição médica que restrinja a LAM, mas alguns fatores reduzem sua utilidade por afetar a amamentação ou a duração da amenorreia:
Sem categorias no MEC: não há riscos à saúde diretamente associados, não afeta a amamentação e não tem custo. Falha no 1º ano: 4% (uso perfeito) e 20% (típico, EUA); 17% no uso típico internacional. Pode servir a casais muito motivados, com razões religiosas ou filosóficas para evitar outros métodos, que precisam de método imediato ou temporário, ou com relações pouco frequentes. Quem tem alto risco de IST/HIV deve usar preservativo em toda relação.
Ferramenta de apoio à decisão baseada na Tabela-resumo do MEC/OMS 2025; não substitui o julgamento clínico nem a consulta às tabelas completas de cada método (seção 5 do documento). Quando várias condições são marcadas, vale a categoria mais restritiva para cada método. Ordem: menor categoria primeiro e, dentro dela, maior eficácia no uso típico (Tabela 1.1 da OMS, dados dos EUA). Valores como "2/3" ou "3/4" (*) variam conforme a gravidade ou detalhes clínicos: consulte a tabela do método. "Continuação" indica a categoria para quem já usa o método (I = início, C = continuação). O MEC não considera preferências da paciente nem proteção contra ISTs: o preservativo continua indicado para dupla proteção. Métodos de barreira vêm da tabela 5.7 do documento (categorias 1 a 4; NA = não se aplica); têm maior taxa de falha no uso típico e podem não ser adequados quando uma gravidez representa risco inaceitável. A esterilização cirúrgica (tabelas 5.11.1 e 5.11.2) tem seção própria com a escala A/C/D/S. As observações são resumos em português dos esclarecimentos e comentários adicionais da OMS; nem toda condição tem observação. Anticoncepção de emergência (tabela 5.3), conscientização da fertilidade (5.8), LAM (5.9) e coito interrompido (5.10) também têm seções próprias. Não estão incluídos: esterilização transcervical nem os fármacos não listados na Tabela-resumo.